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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Brasília: Capital da Desordem



Quando se observa a crise que ora acontece na área de Saúde do Distrito Federal, não se consegue entender o porquê de tantos ladrões dos cofres públicos cometerem de forma permanente sempre os mesmos assaltos e desvios à luz do dia, mantendo-se à margem da lei. O governador petista Agnelo Queiroz (2011-15) roubou de forma aberta e escancarada, entregou o cargo a seu sucessor, Rodrigo Rollemberg (PSB) e viajou tranquilamente para gozar férias em Miami, EUA.

Diariamente, os que moram em Brasília têm sido obrigados a conviver não apenas com o drama da Saúde, mas com manifestações grevistas que paralisam as principais avenidas da Capital Federal. Elas impedem a livre circulação de veículos e expõem situação que se ramifica de cima para baixo, baseada em exemplos dos mais vergonhosos por parte de nossas “autoridades”.  Os salários dos servidores se atrasam há meses, as empresas de ônibus estão quase à falência por falta de repasse de recursos públicos e nada funciona! Quem consegue enxergar um palmo adiante do nariz tem de fazer muito exercício mental para não entrar em pânico porque o inevitável desastre que se avizinha pode se instalar a qualquer instante com violência incontrolável. No país comandado por marqueteiros, a fantasia da propaganda eleitoral mascara o horror do dia a dia.

A “administração” Agnelo Queiroz foi tão desastrosa que mesmo com toda a força do cargo que ocupava ele não conseguiu chegar ao segundo turno. Na campanha eleitoral, as peças publicitárias louvavam o modelo ímpar de sua gestão, mostrando hospitais impecáveis, semelhantes aos melhores classificados no primeiro mundo. Hoje, os médicos e professores estão em greve, por conta de salários atrasados e a realidade é diametralmente oposta à que se propagou na disputa.

O Brasil tem sido assim desde a sua fundação. O novo governante que assume, invariavelmente, é sempre muito pior do que o que sai. Cobra-se empenho, fala-se em “dedicação”, mas nada surge de positivo. Os homens públicos brasileiros se deliciam na prática política de “terra arrasada”. Os únicos a lucrarem são os que se locupletam nos altos cargos. Chame-se qualquer um para ocupar qualquer Ministério e ele irá correndo atender, sem hesitar. Busca-se apenas o enriquecimento rápido na prática de ilícitos.

A maioria dos homens públicos brasileiros não presta atenção a nada que sirva de lição e se repete em velhos desmandos, convencida de que jamais será punida. Cria-se espécie de corporativismo onde o acordo tácito é o de cuidar dos interesses de cada qual, estabelecendo-se cumplicidade que se baseia na defesa de interesses comuns. Veja-se a formação de um tribunal como o STF, com os seus membros indicados pelo presidente da República.  Depois que os mensaleiros foram condenados, aposentaram-se dois ministros: Cezar Peluso e Ayres Britto. Ao ser sabatinado pelo Senado, o novo indicado para o STF, Luís Roberto Barroso, disse logo aos senadores que a condenação dos mensaleiros havia sido “um ponto fora da curva”. Deu a senha desejada, garantindo que tal não teria acontecido com ele. Depois, nomeou-se Teori Zawascki, mudando-se radicalmente a composição do Supremo. O ministro Joaquim Barbosa não aguentou e caiu fora.

O problema é que a população parece estar chegando ao limite. Algumas manifestações de populares linchando criminosos e quebrando fóruns (como, recentemente, em Buriti, MA), deixam bem claro que já existe considerável número pretendendo fazer Justiça com as próprias mãos. Imagine-se quando a crise se agravar: sem água, sem energia e com quebra na produção de alimentos, com milhões de pessoas brigando por água e comida. Com os dirigentes que possuímos, o desastre será absoluto!


Por: Márcio Accioly, Jornalista.