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segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Remakes da Disney ensinam como arruinar um conto de fadas

Madeleine Kearns

National Review

Diferentemente da obra original, em que a princesa é salva do envenenamento de uma maçã pelo beijo do príncipe encantado, na nova Branca de Neve da Disney, protagonista está em busca de ser uma líder empoderada - Foto: Pixabay
 
A 'Branca de Neve' é baseada no conto de fadas escrito pelos Irmãos Grimm em 1812. 
A obra conta a história de uma rainha invejosa que arranja o assassinato de uma mulher mais jovem e bonita, a Branca de Neve. 
A rainha pede que seu coração seja extraído como prova da morte. 
Mas o assassino poupa Branca de Neve, apresentando um coração de porco em seu lugar e instruindo-a a fugir para a floresta do reino, onde ela faz amizade com criaturas da floresta e sete anões.
 
Através de um espelho mágico, a rainha descobre o bem-estar e o paradeiro de Branca de Neve. 
 Disfarçando-se de uma velha bruxa, a rainha a envenena com uma maçã, induzindo um coma semelhante à morte que só pode ser revertido pelo beijo do verdadeiro amor. Felizmente, um belo príncipe passa por lá, dá um beijo na inconsciente Branca de Neve e ela volta à vida e vive feliz para sempre.

Assim como todos os contos de fadas, a história de Branca de Neve comunica certas mensagens morais atemporais: a destrutividade da vaidade; a maldade da inveja; as virtudes da bondade, gentileza e trabalho duro; o triunfo do bem sobre o mal, do amor sobre o ódio. O que ela não comunica são nossas prioridades e sensibilidades mais modernas, como derrotar o patriarcado e ser sensível aos grupos minoritários.

Essas omissões parecem ser o que os cineastas buscam corrigir no novo remake live-action de Branca de Neve, que será lançado nos cinemas no próximo ano. Rachel Zegler, que interpreta Branca de Neve, disse em uma entrevista de 2022 (que ressurgiu recentemente) que Branca de Neve "não será salva pelo príncipe e não sonhará com o verdadeiro amor". Em vez disso, ela estará "sonhando em se tornar a líder que sabe que pode ser e a líder que seu falecido pai lhe disse que ela poderia ser se fosse destemida, justa, corajosa e verdadeira".

A tentativa de mudar as coisas também é evidente no elenco. Branca de Neve é chamada assim por causa de sua "pele branca como a neve". Zegler, por sua vez, é morena. 
Isso é como ter Chapeuzinho Vermelho usando um boné de beisebol azul ou ter uma morena interpretando Cachinhos Dourados.  
E a serviço de qual ponto, exatamente?

Os sete anões, por sua vez, foram reimaginados como "criaturas mágicas". A Disney explicou que consultou membros da comunidade de nanismo e queria "evitar reforçar estereótipos do filme animado original". Esta é uma daquelas situações em que você não pode vencer. Escalar pessoas com nanismo como os sete anões é estereotipar. Escalar pessoas de altura normal (e então fazê-las parecer mais baixas através de CGI [sigla em inglês para designar imagens feitas por computação gráfica], como foi feito em "Branca de Neve e o Caçador" em 2012) é insultar aqueles com a condição através de apropriação. Alternativamente, retirar o foco do nanismo completamente - como neste caso - é apagar completamente a deficiência. Nesse caso, é melhor ficar com os sete anões e escolher os melhores atores para os papéis.

A versão original animada da Disney de Branca de Neve foi lançada em 1937 e foi assistida por gerações de crianças desde então. O que faz os filmes da Disney perdurarem é sua qualidade atemporal. 
Eles são imaginativos, encantadores e falam a todas as idades. 
Além das melhorias na tecnologia e qualidade de animação e produção, as histórias não se prestam a ser "modernizadas". 
Especialmente se o que se entende por modernização é encaixar uma narrativa progressista onde ela não cabe.
 
Além disso, em vez de tentar encaixar um quadrado em um buraco redondo, por que não escrever um roteiro original? Veja 'Encantada' (2007). Ele conta a história original de uma princesa de uma animação de conto de fadas em 2D que acaba em Nova York na vida real. 
A justaposição de seus valores e expectativas com as das pessoas que ela encontra em Manhattan é fonte de muita hilaridade. 
Da mesma forma, a série 'Shrek' do início dos anos 2000 também usa histórias de contos de fadas - incluindo Branca de Neve e o espelho mágico - como personagens secundários na trama principal original.

Satirizar a moral dos contos de fadas ou subvertê-la para seus próprios propósitos, como em 'Caminhos da Floresta' de Stephen Sondheim, pode ser inteligente e engraçado. Mas esses novos remakes são insuportavelmente monótonos, trazendo apenas os temas políticos mais previsíveis.

Como Armond White, da National Review, escreveu sobre o remake de 'A Pequena Sereia', atualmente nos cinemas: "as novas músicas sem melodia de Lin-Manuel Miranda não disfarçam a chatice do projeto, politicamente correto e provocador de Hamilton". Coisas semelhantes podem ser ditas sobre o remake de 'A Bela e a Fera' de 2017, estrelado por Emma Watson (que não sabe cantar e mal sabe atuar), que retirou da animação original toda a sua intensidade e charme. Há mais exemplos - 'Peter Pan', que, ao ser refeito, se tornou 'Peter Pan & Wendy', e tudo sobre empoderamento feminino.

Parece que a Disney está em uma sequência de remakes terríveis. A única coisa positiva que pode ser dita sobre eles é que eles provavelmente inspirarão ainda mais interesse nas versões animadas originais.


Transcrito de Gazeta do Povo - IDEIAS

Madeleine Kearns

National Review

 

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Disney autodestrutiva encontra uma nova maneira (mais permanente) de aterrorizar crianças - Roger L. Simon

Lembra da Rainha Má no clássico animado da Disney “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937)? “Espelho, espelho, na parede...” e tudo mais. Ela era bem assustadora.

Mas não tão assustador quanto o que a Disney está fazendo hoje.

É difícil conceber o quão distorcido e imoral o Disney Studios – onde uma vez trabalhei em dois longas-metragens – se tornou, mas vou deixar o estimado Chris Rufo do City Journal explicar o que aconteceu em uma das reuniões da empresa, apelidada de “Reimagine Tomorrow Conversation Series”.


 

“Em uma apresentação em destaque na reunião, a produtora executiva Latoya Raveneau expôs a ideologia da Disney em termos contundentes. 
Ela disse que sua equipe estava implementando uma “agenda gay nada secreta” e regularmente “adicionando queerness” à programação infantil. 
Outro palestrante, o coordenador de produção Allen Martsch, disse que sua equipe criou um 'rastreador' para garantir que eles estejam criando 'personagens trans canônicos, personagens assexuais canônicos e personagens bissexuais canônicos' suficientes. Muitos, muitos, muitos personagens LGBTQIA em nossas histórias e reafirmou a promessa da empresa de tornar pelo menos 50% de seus personagens na tela minorias sexuais e raciais”.

Ah, bom. E para que você não pense que os parques temáticos serão poupados, termos obscuros e discriminatórios como “senhoras”, “cavalheiros”, “meninos” e “meninas” devem ser eliminados em favor de excursões familiares a Anaheim e Orlando “mágicas e memoráveis para todos”, evidentemente incluindo transexuais de 4 anos.

Pode-se imaginar – “reimagine o amanhã”, em seu jargão que a procissão noturna de Mickey, Minnie e Pateta, e outros, que tradicionalmente terminavam uma noite na Disneylândia, agora se assemelhará à Parada do Orgulho Gay anual em West Hollywood ou mesmo a Fulton Street Fair, que é o destaque da “Leather Pride Week” de São Francisco.

O que está acontecendo aqui – além da destruição da civilização ocidental como a conhecíamos, fermentada por uma quantidade bastante significativa de abuso infantil doentio?

Bem, parte disso é evidentemente raiva contra o novo projeto de lei de direitos dos pais na educação, do governador da Flórida Ron DeSantis, que é chamado de “Lei Anti-Gay” pelo coral morto na mídia convencional (até vi isso em uma manchete da AP supostamente neutra) , embora as palavras “gay” ou “homossexual” não sejam mencionadas nem uma vez no projeto cuja intenção óbvia é que as crianças só aprendam sobre sexualidade de qualquer tipo num modo apropriado à idade.

Podemos acrescentar que, enquanto isso, a educação em nosso país, em geral, é execrável. Nossos filhos podem estar sendo alimentados à força com alguma versão “woke” da sexualidade, mas com certeza não estão aprendendo muito sobre leitura e matemática. Escolas em todos os lugares estão desistindo dos SATs. Eles também podem. Os testes já foram simplificados e reajustados significativamente cerca de 20 anos atrás, quando a pontuação média, que deveria ser de 500, caiu para 400.

Quanto à Disney, é importante lembrar que esta não é apenas uma coleção pontual de "wokes" aproveitando seu mínimo poder em uma reunião secreta (cujo conteúdo só é conhecido por causa de um vazamento, obviamente por medo de que seja descoberto e as pessoas parem de frequentar suas ofertas).

A Walt Disney Co. é, ao lado da Comcast, a maior empresa de entretenimento e comunicação do mundo. Eles possuem não apenas Walt Disney Studios, mas também Walt Disney Animation Studios, Pixar, Marvel Studios, Lucasfilm, 20th Century Studios, 20th Century Animation e Searchlight Pictures.

Além disso, da Wikipedia:

“As outras principais unidades de negócios da Disney incluem divisões em televisão, transmissão, mídia de streaming, resorts de parques temáticos, produtos de consumo, publicações e operações internacionais. Por meio desses vários segmentos, a Disney é proprietária e opera a rede de transmissão ABC; redes de televisão a cabo como Disney Channel, ESPN, Freeform, FX e National Geographic; divisões de publicação, merchandising, música e teatro; serviços de streaming direto ao consumidor, como Disney+, Star+, ESPN+, Hulu e Hotstar; e Disney Parks, Experiences and Products, um grupo de 14 parques temáticos, hotéis resort e linhas de cruzeiro em todo o mundo”.

Portanto, essa conversa na “Reimagine Tomorrow Conversation Series” tem ramificações para praticamente todos os cidadãos do planeta Terra, mais cedo ou mais tarde.Só podemos esperar que seu conteúdo seja amplamente divulgado porque a maioria dos pais, podemos supor, ficaria chocada. A menos que a empresa seja verdadeiramente autodestrutiva, ela terá que parar.

Também nos perguntamos o que Xi Jinping pensa de tudo isso, se ele pensa, neste momento. (Existem Disneylândias em Xangai e Hong Kong.) Ele provavelmente já está rindo de toda essa bobagem acordada, assim como, sem dúvida, Vladimir Putin. Se alguma vez houve um sinal de fraqueza americana, é isso.

E, finalmente, nos perguntamos o que o velho Walt pensaria. Ele tinha seus problemas, como sabemos. Mas ele era criativo e original, muito mais criativo do que esses idiotas acordados. Eles não poderiam produzir um filme no nível de “Branca de Neve e os Sete Anões” ou, por falar nisso, escrever uma música tão otimista e bonita quanto “When You Wish Upon a Star” para salvar o que você sabe.

Na verdade, o que eles estão fazendo, o estrago que estão causando, pode ser motivado pela inveja daquela incrível arte de Hollywood e Disney que era.

As opiniões expressas neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente as opiniões do Epoch Times.

*         Publicado em Epoch Times em 1º de abril de 2022 Atualizado: 3 de abril de 2022

Transcrito do site:  Conservadores e Liberais - puggina.org

Roger L. Simon é um romancista premiado, roteirista indicado ao Oscar, cofundador da PJMedia e agora editor-geral do Epoch Times. Seus livros mais recentes são “The GOAT” (ficção) e “I Know Best: How Moral Narcissism Is Destroying Our Republic, If It Hasn’t already” (não-ficção). Ele pode ser encontrado no GETTR e Parler @rogerlsimon.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Fachin, analistas, agências verificadoras: tudo pinga da mesma pipa - Gazeta do Povo

J. R. Guzzo

Os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Alexandre Moraes, do STF, estão apresentando sinais cada vez mais evidentes de desequilíbrio.  
Pode ser que tenham um plano político, e que por isso estejam fazendo o que fazem. Pode ser que não tenham. 
Mas suas ações, na prática e no dia a dia, são um desfile de escola de samba com mestre-sala, baianas rodando a saia e um estandarte que diz: “Estamos aqui para impedir que Jair Bolsonaro seja reeleito presidente do Brasil”.
 
Não há quase mais nada, em sua atividade concreta, que lembre o trabalho de um magistrado imparcial e comandado pela lei – especialmente pela Constituição Federal, que o STF tem a obrigação de [cumprir e] fazer cumprir.  
Fachin acaba de lançar a extraordinária acusação de que a justiça eleitoral “pode estar”, neste momento, sofrendo a ação de “hackers”coisa que vem da “Rússia”, segundo afirmou em público, com todas as palavras e letras, sem apresentar a mais miserável comprovação para a sua denúncia.

Lulopetistas, bolsonaristas e o combate seletivo ao antissemitismo

Ação civil pública pede transparência sobre efeitos adversos de vacinas de Covid

Pelo que deu para deduzir, o objetivo dessa alucinação seria favorecer Bolsonaro e prejudicar Lula; é o oposto, exatamente, do que diz Barroso, para quem o TSE opera o sistema eleitoral mais seguro do planeta. Agora, um vai fingir que não falou. O outro vai fingir que não ouviu. O STF de hoje é isso.

Barroso, do seu lado, surtou de vez com essa história de “fake news”: quer, numa iniciativa pessoal e exótica, associar oficialmente o Estado brasileiro a empresas privadas estrangeiras que controlam as redes sociais de comunicação. Ao mesmo tempo, quer “expulsar” do Brasil, indignado, uma operadora que não faz parte do bloco americano – essas que cortam a palavra do presidente em seu próprio país, jamais fazem a mínima restrição a nada que seja dito pela “esquerda” e proíbem a aparição dos sete anões nas histórias da Branca de Neve.

Moraes, enfim, continua obcecado numa perseguição política primitiva, descontrolada e ilegal a Bolsonaro. Como o “impeachment” não sai, nem vai sair nunca, ele quer ver se consegue depor o presidente através de algum despacho do seu gabinete.

O Congresso Nacional, as Forças Armadas e os defensores da liberdade têm de se organizar, desde ontem, para conter a subversão da ordem democrática que está sendo conduzida, na frente de todos, pelos ministros do STF. A lei manda fazer isso.

"Especialistas"
Há poucas formas tão eficazes para perder seu tempo, hoje em dia, quanto ouvir os “especialistas em política internacional” que povoam a mídia brasileira. Nas ocasiões em que eles se unem às “agências verificadoras” da verdade universal, a coisa toda vai para o seu modo “extremo”. É o que aconteceu com a visita do presidente da República à Rússia.

Os analistas, em peso, prometiam uma invasão russa da Ucrânia – e se escandalizavam com a ”irresponsabilidade” de Bolsonaro, que, nas suas denúncias, estaria fazendo uma intromissão enlouquecida num conflito armado e envolvendo o Brasil numa “guerra externa”.

Não é toda hora que se diz tanta bobagem ao mesmo tempo, mas aí está: é assim, com os “especialistas”. [os 'especialistas' que já tinham credibilidade próxima de ZERO, passaram em função dos palpites  errados e mentiras outras, nos tempos atuais da covid-19,  a possuir credibilidade NEGATIVA.]  Não aconteceu absolutamente nada do que garantiam; na verdade, aconteceu justamente o contrário. Bem na visita de Bolsonaro, para frustração geral, as coisas se acalmaram entre Rússia e Ucrânia. E agora?

Entram, então, para dar o brilho final à essa comédia, as “agências verificadoras” de notícias. Comunicadores simpáticos a Bolsonaro se divertiram com o episódio, comentando de brincadeira que ele tinha trazido a paz à região. O próprio presidente, também querendo fazer graça, disse que “por coincidência” a sua viagem tinha combinado com a baixa geral na ansiedade.



Imediatamente, foram convocadas as “agências” para ensinar a todos que essa “narrativa” era “falsa”, como se estivessem lidando com fatos, dados físicos e números. Não era narrativa nenhuma. Era só uma piada.

Fachin, Barroso, Moraes, “analistas internacionais”, “agências verificadoras” – no fundo, é tudo pinga da mesma pipa. 

J. R.Guzzo, colunista - Gazeta do Povo - VOZES

[Alguns atos que o ministro Barroso considera atentatórios à democracia e às instituições:  

"... TSE: Barroso se despede com discurso em defesa à democracia e recados a Bolsonaro

Ministro criticou atuação do presidente Jair Bolsonaro em manifestações antidemocráticas de 7 de setembro e lembrou ameaça às instituições 

(...)

O ministro citou as manifestações antidemocráticas de 7 de Setembro e a atuação do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o Judiciário e a desestabilização dos Poderes.

“A democracia e as instituições brasileiras passaram por ameaças nas quais acreditávamos já haver nos livrado. Não foram apenas exaltações verbais à ditadura e a tortura, mas ações concretas e preocupantes”, disse.

Como fatos de preocupação, Barroso citou:

  • Comparecimento a manifestação na porta do comando do Exército, na qual se pedia a volta da ditadura militar e o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal;
  • Desfile de tanques de guerra na Praça dos Três Poderes com claros propósitos intimidatórios;
  • Ordem para que caças sobrevoassem a Praça dos Três Poderes com a finalidade de quebrar as vidraças do Supremo em ameaça a seus integrantes;
  • Comparecimento [de Bolsonaro] a manifestação de 7 de setembro com ofensas a ministros do Supremo Tribunal Federal e ameaças de não mais cumprir de não cumprir decisões judiciais;
  • Pedido de impeachment de ministro do STF em razão de decisão judicial que desagradava;
  • Ameaça de não concessão de emissora que faz jornalismo independente;
  • Agressões verbais a jornalismo e veículos de imprensa. ...
O caráter não criminoso dos atos que o ministro Barroso tipifica como crimes é tão óbvio que dispensam comentários.
Considerar crimes os atos elencados nos parece ser  extremamente  absurdo. 
Porém, tem dois que representam o absurdo dos absurdos. 
Vejamos: Existe legislação em plena vigência  que tipifica atos cuja prática pode motivar um pedido de impeachment de ministros do Supremo.  
Atos praticados pelo ministro Moraes, levaram o presidente Bolsonaro a considerar que havia motivação para pedir seu impeachment.
Solicitou o pedido na forma da legislação,que  não foi aceito e o assunto se encerrou. 
Menos no entender do ministro Barroso, que considera pedir o impeachment de um ministro do STF,  na forma da lei, caracteriza "atuação do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o Judiciário e a desestabilização dos Poderes". 
Outro exemplo: conforme a imprensa tem noticiado a concessão da TV  Globo vence em outubro próximo e  o presidente Bolsonaro, questionado sobre o tema, disse que aquela TV tinha que estar rigorosamente dentro da lei, atender todos os dispositivos legais, para ter a concessão renovada (onde está o crime?) - crime ocorrerá se o presidente praticar qualquer ato fora da lei. 
Citamos a TV Globo, devido a publicação recente por alguns órgãos da mídia de  matéria abordando   a renovação da concessão daquela emissora. ]

Clique em Política - Correio Braziliense para ler mais sobre o pronunciamento do ministro Barroso.

 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Branca de Neve e a caixa de Pandora da lacração - VOZES

Vozes - Luciano Trigo

Hollywood resolveu filmar uma nova versão, live action (com atores), da história da Branca de Neve e dos Sete Anões, imortalizada na animação de Walt Disney de 1937 (por sua vez inspirada em um conto dos Irmãos Grimm de 1812).

Pois bem, para o papel principal foi escalada uma atriz “latina”, Rachel Zegler. “Latina”, no miscigenado Brasil, não quer dizer muita coisa, mas nos Estados Unidos é considerada uma etnia à parte. Imagino que, ao escalarem uma atriz de origem colombiana para o papel de Branca de Neve, os produtores devem ter imaginado que iam ganhar o Oscar da lacração: “Vejam como somos ousados, virtuosos e politicamente corretos! Escalamos uma atriz latina – latina! – para interpretar a Branca de Neve! Esse filme vai bombar!”

Mas eles esqueceram um pequeno detalhe: os anões.

Uma vez aberta, a caixa de Pandora da lacração identitária liberta forças que rapidamente saem do controle. O problema é que, inevitavelmente, essas forças entram em rota de colisão umas com as outras, porque cada grupo identitário que se vê com direitos diferenciados olha para os demais como inimigos em potencial. Em um mundo dividido em grupos que competem por privilégios e se ofendem facilmente, jamais será possível agradar a todos.

Quem os partidos pequenos vão apoiar para presidente nas eleições de outubro

Quem com lacre lacra com lacre será lacrado. A Branca de Neve latina foi concebida para agradar e dar representatividade à comunidade latina nos Estados Unidos, mas a própria ideia de refilmar o conto de fadas pareceu inconcebível para a comunidade dos anões – ou, ao menos, para um anão muito representativo, o ator Peter Dinklage, que ficou famoso como o Tyrion Lannister da série “Game of Thrones”.

Em uma entrevista, nesta semana, Dinklage se mostrou chocado com o projeto da refilmagem da Branca de Neve:  “Literalmente sem querer ofender ninguém, mas fiquei um pouco surpreso: eles ficaram muito orgulhosos de escalar uma atriz latina como Branca de Neve – mas ainda estão contando a história de Branca de Neve e dos Sete Anões… Não faz sentido para mim. Querem ser progressistas, mas ainda filmam aquela história retrógrada sobre sete anões vivendo juntos em uma caverna?”

Pois é, coisas que pareceriam impensáveis ou simplesmente ridículas 10 anos atrás hoje são rotineiras – e ai de quem estranhar: será imediatamente julgado, condenado e esfolado nos tribunais de justiça sumária das redes sociais. Uma dessas coisas é um ator anão, que ficou famoso interpretando um personagem anão, achar ruim refilmarem a história da Branca de neve e dos sete anões.

Aliás, Tyrion Lannister era um personagem cínico, misógino, machista, preconceituoso e politicamente incorreto ao extremo – muito pior como ser humano que qualquer um dos Sete Anões. Tyrion era um personagem de ficção. Atchim, Dengoso, Dunga, Feliz, Mestre, Soneca e Zangado também são personagens de ficção, que já encantaram crianças de muitas gerações. Mas, por ser anão, Peter Dinklage julga ter autoridade moral para censurar e proibir a refilmagem de um conto de fadas.

O problema não acaba aí. A Disney julgou necessário responder às críticas de Dinklage mas respondeu de uma forma que deve ter feito seu fundador, Walt, se revirar no túmulo. Pagando pedágio para a lacração, a gigante do entretenimento se apressou a divulgar que a nova versão dos Sete Anões “fugirá dos estereótipos da animação original” (oi?) e que terá consultoria de “membros da comunidade do nanismo”. Já se fala que os anões serão substituídos por um grupo de “criaturas mágicas”...

Que estereótipos seriam esses? A Disney não explicou. O que fica claro é que a nova versão da Branca de Neve representará mais um passo no perigoso projeto de reeditar o passado que parece mover o fascismo identitário – projeto que conta com o apoio incondicional da academia e da grande mídia, principais patrocinadores da cultura do cancelamento.

Mas, superado o problema com os anões, nada impede que o filme seja cancelado por outros grupos. Por exemplo, que história é essa de uma mulher depender do beijo de um príncipe encantado para acordar do feitiço? Trata-se claramente de um estereótipo heteronormativo e machocêntrico e tem tudo para desagradar às feministas. Talvez a Disney resolva também excluir o príncipe e o beijo da história.

Luciano Trigo, colunista - Gazeta do Povo - VOZES

 

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Em cena, o Partido do Três Oitão e “lei do gelo” para [condenado petista] - Blog do Noblat - VEJA

Por Ricardo Noblat

Enfim, a nossa jabuticaba 

O nome oficial é Aliança pelo Brasil. Mas pode chamá-lo de Partido da Família Bolsonaro. Ou Partido do Três Oitão. Na hora de votar, se preferir, crave 38. “Acho que é um bom número, né?” – perguntou o presidente Jair Bolsonaro no ato de lançamento da nova legenda. E justificou: “Mais fácil de gravar”.

De fato, mais fácil. E coerente com o programa do partido que fala no “direito inalienável dos brasileiros de possuir e portar armas de fogo”. O programa chama aborto de “assassinato de criança”. [definição perfeita, cabendo apenas acrescentar inocentes e indefesas - muitos, realmente multidões, se revoltam quando uma criança é assassinada de forma covarde, vil, repugnante - repulsa que aumenta se o assassinato é cometido pelos pais, destacando pela mãe; que dizer então quando a criança é INOCENTE e totalmente INDEFESA, nao podendo sequer gritar ou chorar?] condena o “ativismo judiciário – bandidos que estejam no poder munidos de armas ou de canetas”.

Nada a ver com caneta azul, caneta com a qual Bolsonaro assina seus despachos. Ontem mesmo, ele assinou mais um que, se aprovado pelo Congresso, facilitará a vida de militares e policiais destacados para restabelecer a ordem pública. Estarão liberados para “atirar na cabecinha” de bandidos. Se o nome Partido do Três Oitão inspira medo em almas sensíveis, o outro é mais acolhedor e faz sentido. O presidente do Partido da Família Bolsonaro será Jair, o pai. O vice, Flávio, seu primogênito. A Comissão provisória será formada por dois assessores de Bolsonaro, um de Eduardo e dois advogados da família.

Jair Renan, o Zero Quatro, e o único dos filhos de Bolsonaro sem mandato, apareceu ao lado do pai no ato de lançamento e ainda poderá ganhar uma vaga na comissão provisória do novo partido. O desafio da comissão é conseguir em tempo recorde cerca de 500 mil assinaturas de eleitores em pelo menos nove Estados. Do contrário, o partido não participará das eleições do próximo ano. Caberá à Justiça Eleitoral decidir se as assinaturas poderão ser digitais ou se terão de ser físicas como foram para a criação dos demais partidos. [com mais de 80% do eleitorado com cadastro biométrico e o uso intensivo da informática (vejam os smart phone) é tarefa fácil, especialmente lembrando que o presidente Bolsonaro recebeu quase 60.000.000 de votos em 2018.
A Justiça Eleitoral terá a sensatez de liberar o a biometria para substituir as antiquadas assinaturas físicas.]  As físicas demandam tempo. É mais lento o processo de conferir uma por uma para evitar repetição.

Até se eleger presidente, Bolsonaro combateu o voto digital. Dizia que ele não era confiável. Bateu-se pelo retorno do voto impresso, segundo ele, menos sujeito à fraude. Bolsonaro e seus filhos mudaram. [ainda temos o entendimento que se o voto digital apresentasse segurança absoluta, seria usado nos países possuidores das democracias mais sólidas. 
Mas, aos que dividem tal entendimento conosco, só resta aceitar os fatos: o voto digital se consolidou no Brasil, deixando aos favoráveis ao voto impresso, o presidente Bolsonaro entre eles, um único caminho: adaptação às regras do jogo.  Com a biometria, usada até pelos bancos que sempre buscam o máximo de eficiência, rapidez e segurança,a confiabilidade das urnas eletrônicas aumentou consideravelmente.]
Querem que as assinaturas de apoio ao partido da família possam ser digitais. O argumento deles não é mal. “Já temos o cadastramento biométrico de 75% dos eleitores brasileiros”, observa Flávio, o senador. “A assinatura física já não tem cabimento”. A manada de seguidores dos Bolsonaro está nos cascos para reunir as assinaturas. Se a Justiça autorizar será vap vupt. Afinal, tempos modernos!  Tempos estranhos também. No país campeão continental em número de partidos, jamais houve um tão escandalosamente a serviço de uma única família. Alvíssaras! Nasce uma jabuticaba de fato brasileira, coisa nossa e de mais ninguém.


sábado, 26 de outubro de 2019

Rota de Fuga - Para impedir assédio de eleitores, imprensa e manifestantes, lideres usam passagens secretas

Rota de fuga

Novos tempos da República: para impedir assédio de eleitores, imprensa e manifestantes, os líderes dos três poderes — Dias Toffoli, Rodrigo Maia e Miguel Alcolumbre — utilizam passagens secretas com acesso exclusivo em seus palácios e residências

Há vinte anos, no apagar do século passado, o então presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães, decidiu imitar os senhores feudais da Idade Média e ordenou a construção de um fosso d’água para evitar que manifestantes furibundos contra a política econômica do governo FHC invadissem o prédio e subissem na cúpula. Houve grita e debates sobre a tentativa de o Congresso Nacional manter distância do público, diante da emergência das multidões em Brasília. Os trabalhos contaram com a participação do arquiteto Oscar Niemeyer. O plano do criador dos palácios e da Brasília monumental contava com espaços de segurança. Foi assim que Oscar propôs a instalação de uma barreira aquática suplementar, que denominou carinhosamente de “espelho d’água”. Houve quem pensasse até em erguer pontes levadiças como no Castelo de Branca de Neve. Mas desistiram, pois desfiguraria a pureza funcional imaginada por Oscar.

A perfuração de vias secretas permite uma fuga rápida
e segura dos políticos, como se desaparecessem do palco
dos acontecimentos para ressurgir em local insuspeito

Mesmo tendo uma função de segurança, os fossos se revelaram inócuos, pois não tardou os manifestantes atravessarem o Rubicão para escalar mais uma vez as cúpulas do prédio. As invasões cada vez mais raivosas e as perguntas de repórteres exigem inovações mais eficazes. Agora, os poderosos de Brasília estão implantando soluções que consideram infalíveis. Estas lembram os recursos menos conhecidos dos veneráveis palácios da aristocracia: a perfuração de vias secretas, que permitiam uma fuga rápida e segura dos políticos como se desaparecessem do palco dos acontecimentos, para ressurgir em local insuspeito. Diante da crescente insatisfação popular, os presidentes dos Três Poderes se alinham para criar sendas alternativas e evitar possíveis assédios, como o que viveu o deputado federal Eduardo Bolsonaro na semana passada, ao sair correndo pelos corredores da Câmara dos Deputados tão logo os repórteres o avistaram. [atualização indispensável: não se trata dos presidentes dos Três Poderes e sim de Dos Poderes - Judiciário e Legislativo, este um único Poder mas, com dois presidentes: o da Câmara e o do Senado.
O Presidente Bolsonaro por gozar de grande apoio popular, admiração e carinho do povo, pode se dar ao luxo de dispensar aparato de segurança, tanto que vai a estádios, em desfiles circula no meio da multidão.

Uma única vez foi vítima de uma covarde agressão, realizada por um assassino profissional, contrato por quem? até as pedras da Praça dos Três Poderes sabem quem são os mandantes.

De qualquer forma, se os inimigos do Brasil atentarem contra o Presidente da República este receberá segurança à altura das duas funções constitucionais que exerce:
Presidente da República; e,
Comandante Supremo das Forças Armadas.]
]
Com um túnel, ele poderia ter se desmaterializado: bastaria que destampasse um buraco secreto e entrasse por ele, como em um musical da Broadway.

Esconderijo providencial

O melhor de tudo é que Oscar Niemeyer também havia pensado em passagens secretas, como as do Pallazzo Ducalle de Veneza, sua inspiração para criar Brasília. Alguns prédios são dotados de catacumbas de estuque concebidas por ele, que têm pouco alcance — foram pensadas em um cenário menos complexo. É o caso da passagem que liga o prédio do Supremo Tribunal Federal ao anexo. 

Ela foi usada em momentos tensos durante a Operação Lava Jato. Com o recrudescimento da indignação popular, porém, o presidente do STF Dias Toffoli mandou escavar uma passagem mais longa e profunda. As obras já começaram no subsolo do prédio, onde funcionava a TV Justiça, que foi retirada de lá, sob pretexto de que o ambiente, infestado de ratos, punha em perigo as equipes que trabalhavam lá. O túnel, equipado com garagem, permitirá que ministros e autoridades transitem pelas dependências do STF protegidas do olhar da plebe. “Não se trata de projeto de garagem”, Toffoli comunicou em um texto oficial, “mas de uma decisão que, ao mesmo tempo, visou (sic) promover a sinergia entre as equipes de comunicação do tribunal e restabelecer o projeto histórico original de Niemeyer”.

Outros palácios são dotados de galerias confidenciais similares. No Palácio da Alvorada, um atalho subterrâneo liga a residência de Bolsonaro a um recanto oculto no Lago Paranoá. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mantém um túnel que une a sua residência à do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), localizadas na área nobre do Lago Sul. O ministro da Justiça, Sergio Moro, também costuma utilizar dutos.


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domingo, 6 de setembro de 2015

O papa, o aborto e o Brasil - o aborto tem que ser combatido em uma guerra sem tréguas e em todos os campos

Ao mudar o discurso sobre a prática do aborto, o papa devolveu o assunto ao centro das discussões. Francisco, em carta pastoral divulgada para o Jubileu da Misericórdia, surpreendeu o mundo com posição não só inédita, mas também inimaginável. No período de duração do evento - 13 de dezembro de 2015 a 20 de novembro de 2016 - os padres ficam autorizados a perdoar as mulheres que interromperam a gravidez e as pessoas que as ajudaram no ato extremo.

Vale lembrar que não se trata de qualquer remissão.
O aborto está na restrita lista dos crimes que a Igreja considera mais graves. A excomunhão é automática. Só o pontífice ou um bispo pode devolver o condenado ao convívio da comunidade católica. Com a decisão, Sua Santidade mira com novos olhos realidade que não cabe mais debaixo do tapete. O mesmo ocorreu em relação aos homossexuais e ao acolhimento de homens e mulheres que refizeram a vida com novas núpcias.
Ora, se uma das mais conservadoras instituições do mundo aceita rever princípios milenares, incentiva outros setores a lhe seguir o exemplo. É o caso do Brasil. Aqui, a criminalização do aborto se tornou problema de saúde pública. Estima-se que sejam realizados entre 750 mil e 1,5 milhão de procedimentos inseguros por ano - a maior parte sem as condições de higiene necessárias e o acompanhamento profissional adequado. Resultado: o risco de morrer aumenta em até 350 vezes. [mulher que morre durante o procedimento de aborto é certo que não mais assassinará nenhum ser humano inocente e indefeso.]

Não se deve ao acaso ou à má sorte o fato de o aborto ser a quarta causa de mortes maternas no país. Se considerar hemorragias e infecções puerperais, ocupará posição de destaque em outros rankings. A cegueira ou a acomodação de manter a zona de conforto cobra preço alto da sociedade. Além da perda de vidas e da incapacitação para o trabalho, sobrecarrega-se o já precário equipamento hospitalar e se aumentam os encargos da combalida Previdência. [não podemos considerar a assassina que morre ao realizar um aborto com as pessoas que morrem por doenças ou outras causas.

A mulher que decide realizar um aborto, age de forma consciente e comete um dos mais covardes assassinatos e é justo que seja punida com a morte durante o procedimento, ou em consequência, ou no mínimo se torne estéril.
Respeitamos Sua Santidade, Papa Francisco, mas, entendemos que com esse gesto absurdo, o Papa estimula o aborto e facilita até mesmo que governos propensos ao aborto - caso do atual desgoverno do Brasil - encontrem terreno fértil para liberar o assassinato em massa de seres humanos inocentes e indefesos.]

Acredita em Papai Noel ou Branca de Neve quem supõe que a lei é capaz de impedir a interrupção da gravidez. Ou que o medo da excomunhão sirva de freio. Os números comprovam que quem quer encontra meios de atingir o objetivo. A mudança do Código Penal, de 1940, é exigência da contemporaneidade. A própria Igreja reconhece a necessidade de ler o tempo com olhos da contemporaneidade.
Não se trata de apologia ao aborto. Trata-se, isso sim, de sintonia com a realidade. A legalização, ao abrir as portas da rede pública de saúde para os necessários procedimentos médicos, acaba com o próspero mercado que rouba vidas ou inutiliza para o trabalho. É, repita-se, questão de saúde pública. Passou da hora de fazer de conta que tudo está bem como está. Não está. [ousamos afirmar que o CB só encontrou espaço para publicar o Editorial ora transcrito, verdadeiro manifesto pró aborto, exatamente, por encontrar terreno fértil em defender sua posição devido a postura de Sua Santidade.]

Fonte: Correio Braziliense - Editorial